Há que reconhecer, a extraordinária expansão que as cigarrilhas atingiram ao nível mundial. Estima-se que se consumam na ordem de 7.000 milhões de cigarrilhas em todo o Mundo. Em Portugal o consumo foi em 2005 de 66 milhões, enquanto de charutos a quantidade foi de 9 milhões. 

A expansão da produção e consumo das cigarrilhas ficou-se a dever à invenção, na Europa, nos anos vinte, do Século passado, da máquina para enrolar charutos. Esta invenção europeia foi desenvolvida para que a produção de charutos, e mais tarde o formato cigarillo, fosse feita a preços mais económicos. Na altura os charutos vinham de Cuba, eram enrolados à mão, e os seus preços já eram apenas acessíveis aos consumidores de maior poder económico. Esta inovação permitiu um forte desenvolvimento da indústria de charutos maquinados, de todos os formatos, incluindo os cigarillos, em especial na Holanda e Alemanha, mas também na Bélgica, na Dinamarca, em França e em Espanha, tradição que se mantêm, com elevadas produções anuais. Estes produtos de tabaco, produzidos à máquina, não têm a humidade característica dos charutos enrolados à mão, os chamados Premium, por isso são também conhecidos como charutos do “tipo holandês”, ou “dry cigars”, não exigindo os cuidados de conservação, em termos de humidade e temperatura. 

E foi no mesmo sentido, o de se alcançar um produto de preço mais acessível, que surgiu depois a criação da HTL ("Homogeneised Tobacco Leaf").